Ver uma quantidade excessiva de fios no ralo do banheiro ou na escova de cabelo é uma cena que gera angústia imediata em muitos homens e mulheres. Em Salvador, onde o clima quente e a umidade constante podem mascarar problemas do couro cabeludo, a queixa de queda capilar tem crescido de forma acentuada nos consultórios.
No entanto, é fundamental entender que nem toda queda é igual. Existe uma diferença crucial entre o eflúvio telógeno, geralmente causado por fatores externos e temporários, e a alopecia, que possui raízes genéticas ou autoimunes.
Identificar essa distinção é o primeiro passo que especialistas da Gen Tricologia tomam para garantir que a saúde da raiz seja restaurada com precisão.
O que é eflúvio telógeno?
O eflúvio telógeno é uma condição que assusta pelo impacto visual, mas que, na maioria das vezes, é reversível. Ele ocorre quando um grande número de fios que deveriam estar na fase de crescimento entra precocemente na fase de queda.
Segundo a tricologista Joelma Santana, do Gen Tricologia, essa é uma resposta do organismo a desequilíbrios específicos
“O eflúvio telógeno é diferente da alopecia androgenética; ele vem com um surto de uma queda severa”, explica a especialista.
Causas mais comuns
As razões para esse fenômeno são variadas e geralmente estão ligadas a eventos que o corpo interpreta como um “choque”. O estresse físico e emocional agudo é um dos principais gatilhos, assim como carências nutricionais severas.
Joelma ressalta que a falta de minerais e vitaminas é um fator determinante:
“Ele é acometido por fatores emocionais, psicológicos, medicamentosos e também pela ferritina baixa. São os minerais e vitaminas que podem causar essa queda capilar que não é uma alopecia, mas um eflúvio gerado por esses episódios”.
Além disso, doenças virais, como o pós-Covid, cirurgias, dietas restritivas e o período pós-parto são causas frequentes relatadas pelos pacientes.
Sintomas, sinais e a duração do ciclo
O principal sinal do eflúvio é o aumento súbito da queda difusa, ou seja, o cabelo cai por igual em toda a cabeça, sem formar falhas localizadas inicialmente.
Diferente da alopecia, onde o fio vai afinando, no eflúvio o fio cai inteiro. Geralmente, esse processo dura cerca de três a seis meses.
Se o gatilho for resolvido, o ciclo natural se restabelece. Caso a queda persista além desse período, o quadro deixa de ser agudo e se torna um eflúvio crônico, exigindo uma investigação mais profunda sobre as causas persistentes, como problemas intestinais ou metabólicos.

O que é alopecia?
Diferente da queda temporária, a alopecia é um termo médico que define a perda de cabelo que pode ser progressiva ou em áreas localizadas, muitas vezes exigindo tratamento contínuo. Enquanto o eflúvio é um “evento”, a alopecia é frequentemente uma “condição” do indivíduo.
Tipos de alopecia
A forma mais comum é a alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície. Ela é determinada pela genética e pela sensibilidade dos folículos ao hormônio DHT, que causa a miniaturização progressiva dos fios.
Joelma Santana esclarece que essa condição tem raízes profundas: “A alopecia androgenética envolve histórico familiar, episódios traumáticos, hospitalizações ou até a menopausa. É genético, já está dizendo”.
Existem também a alopecia areata, de origem autoimune, que causa falhas circulares repentinas, e as alopecias cicatriciais, que são mais graves pois destroem o folículo de forma definitiva se não houver intervenção precoce.
Sinais que diferenciam a alopecia de outras quedas
O sinal clássico da alopecia androgenética não é necessariamente ver o cabelo cair no chão, mas sim perceber que ele está ficando mais ralo.
Nos homens, o padrão costuma atingir as entradas e a coroa. Nas mulheres, a perda de densidade ocorre na risca central do cabelo, que vai se tornando mais larga. O fio nasce cada vez mais fino e curto, até que o folículo pare de produzir cabelo totalmente.
A tricologista alerta que o tempo é um fator decisivo no sucesso do tratamento: “Se eu tenho pelo naquele local, eu tenho como devolver aquele cabelo. Mas se já virou uma fase exógena onde só tem pele, não há como repilar, aí o caso seria transplante”.

Eflúvio Telógeno x Alopecia: principais diferenças
Para facilitar a compreensão, confira as distinções fundamentais entre as duas condições:
| Característica | Eflúvio Telógeno | Alopecia (Androgenética) |
| Início | Repentino e intenso | Lento e progressivo |
| Intensidade da queda | Alta (muitos fios saindo de uma vez) | Baixa (percebe-se mais a falta de volume) |
| Sinais visuais | Cabelo caindo inteiro, perda de volume geral | Fios finos, “entradas” ou risca central larga |
| Reversibilidade | Geralmente alta após cessar o gatilho | Requer tratamento contínuo para manter os fios |
| Fatores principais | Estresse, nutrição, doenças, pós-parto | Genética e hormônios |
| Tratamento | Suplementação e controle de gatilhos | Estimulantes, laser e bloqueadores hormonais |
Como saber se sua queda é por estresse ou genética?
A autoavaliação é o primeiro passo, mas nunca deve substituir o diagnóstico profissional. Algumas perguntas podem ajudar a direcionar a suspeita
A queda começou de repente após um evento estressante ou uma doença?
Existe histórico de calvície na família?
Você sente que o rabo de cavalo está mais fino ou vê claramente o couro cabeludo através dos fios?
Para um veredito preciso, o Gen Tricologia utiliza exames avançados como a Tricoscopia, que analisa o couro cabeludo através de lentes de alta definição para identificar a miniaturização dos fios.
Além disso, a avaliação pode incluir exames de sangue para checar níveis de ferritina, vitamina D, zinco e funções da tireoide.
Tratamentos especializados para cada caso
O tratamento na Gen Tricologia é personalizado para cada diagnóstico. Para o eflúvio telógeno, o foco é a suplementação de nutrientes e o controle dos gatilhos emocionais ou físicos, acelerando a recuperação do ciclo natural.
Já para a alopecia, o arsenal tecnológico é mais robusto. Joelma destaca que resultados “surreais” podem ser alcançados sem cirurgia em muitos casos:
“Temos um paciente masculino com alopecia androgenética que teve um resultado fantástico apenas com tratamento clínico, fechando as áreas de rarefação”.
As terapias incluem a Laserterapia para estimular a circulação, o Microagulhamento para drug delivery de ativos, e a Ozonioterapia para desinflamar o couro cabeludo.
“Se tem pelo, tem como a gente estimular aquele folículo e devolver a cobertura”, reforça a tricologista.

Localização
Estamos localizados na Rua Pernambuco, 207 – Loja 06, Pituba, Salvador. O espaço conta com estacionamento privativo, que funciona de segunda a sábado, das 9h às 20h.
| Dia | Horário |
|---|---|
| Quarta a Sexta | 09h às 18h30 |
Além disso, o Gen Tricologia também conta com serviço de transfers para moradores da Pituba, garantindo ainda mais conforto e praticidade na sua experiência.
Agende seu horário pelo whatsapp (71) 99349-9523 ou (71) 98157-8181, ou no link abaixo:
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